“A ciência precisa de contar histórias”, começa Rita Costa Abecasis, dinamizadora da oficina e diretora da Unidade de Educação sobre o Oceano do CCMAR. O projeto "Animar a Ciência: introdução ao Stop Motion" foi um das iniciativas que antecedeu o congresso SciComPt2026, esta terça-feira, dia 26 de maio, na Casa Cordovil.
A sessão, que contou com 18 participantes, tinha um objetivo: criar um pequeno vídeo em Stop Motion, pensado e planeado ao longo de uma tarde de trabalho. A oficina ficou marcada pela descontração e as gargalhadas que acompanharam o desenvolvimento dos vários projetos. No início, a maior parte não estava familiarizada com ferramentas de edição de vídeo, pelo que, no final, a satisfação foi geral.

Este projeto “já estava na pipeline há muito tempo” e o SciComPt2026 foi "um ótimo campo para testar este workshop”, diz Inês Ferreira Guedes, responsável pela comunicação de ciência do CCMAR e também dinamizadora da oficina. O foco do projeto é a formação de professores para aplicar a técnica de Stop Motion com os seus alunos, “especificamente para tratarem temas científicos”. A oficina contou ainda com a participação de Gonçalo Brito, comunicador de ciência também no CCMAR, e Mariana Ferreira, realizadora e designer, especialista em Stop Motion – uma técnica que utiliza sequências de fotografia para gerar um vídeo animado.

Depois de um breve quebra-gelo, a oficina focou-se na importância do storytelling – ou a arte de contar histórias – e a sua utilização enquanto ferramenta de comunicação de ciência. Foram ainda apresentadas várias tipologias de animação, seguindo-se exercícios de planeamento e a produção de um pequeno filme de animação. No final da oficina, a partilha dos vídeos produzidos aconteceu num ambiente descontraído, onde a surpresa de cada vídeo foi acompanhada pelo sentimento de realização de cada um.

Patrícia Chaves, representante do gabinete de comunicação do MARE, inscreveu-se nesta oficina com um objetivo particular: aliar a sua atual atividade profissional com a sua "paixão por cinema", em particular por "filmes de animação em Stop Motion”. Com esta iniciativa, procura integrar ferramentas de vídeo nos conteúdos que cria e partilha nas redes sociais do MARE.
“Utilizar ferramentas de Stop Motion, mesmo que seja para animar pequenos elementos em vídeos, pode ser uma coisa muito útil e que funciona muito bem para exemplificar determinados processos [científicos] de uma forma gira e cativante, criando uma ligação maior com o público”, acrescenta.

No final da oficina, o contentamento era geral - tanto da parte dos participantes, como dos formadores. “Eu gostei muito da oficina, acho que estava muito bem contruída, bateu tudo no ritmo certo”, comentou Patrícia Chaves. “O Stop Motion acaba por ficar um bocadinho esquecido [na nossa área] mas tem imenso potencial", acrescenta.
Na opinião da Rita Ferreira Guedes, “os resultados foram espetaculares". "Acho que sentiram que até faltou um bocadinho de tempo para continuarmos a pôr a mão na massa. Acredito que o balanço foi altamente positivo e toda a gente gostou. Sentimo-nos todos realizados."