Maria Catarina, como gosta de ser chamada, tem quatro anos e acompanha a mãe, comunicadora e gestora de ciência, nesta edição SciComPt 2026. A sua iniciação nos meandros dos congressos de ciência começou na edição de Bragança, em 2023, tinha apenas um ano. Seguiu-se Braga, no ano seguinte, outro de pausa (não foi à edição do SciCom na Madeira) e encontra-se agora em Évora durante todos os dias do congresso.
A mãe de Maria Catarina, Andreia Garcia desenvolve a atividade de comunicação de ciência na Nova SBE, em Lisboa, com alunos de doutoramento “para divulgarem a investigação que realizam”. Mas os doutorandos “não estão preparados”, alerta a comunicadora de ciência, que defende a necessidade de haver unidades curriculares “específicas no doutoramento para saberem comunicar ciência". "Por isso, acho que devemos começar pelas camadas mais jovens, preparando-as para perceberem a importância de divulgar a investigação”, conclui.

Maria Catarina prefere os jogos no telemóvel, mas à noite, a mãe empresta a voz à leitura para ouvir histórias, também de ciência, numa preparação que começa desde tenra idade. A progenitora vai abordando com a petiz “sobre o que é a ciência, as várias áreas, os tipos de animais e o corpo humano”. E Maria Catarina está entusiasmada com o programa social do congresso. "Quero ver as estrelas pelo telescópio”, conta. Além de já conhecer o sistema solar, vai, habitualmente, abrindo a janela e pedindo “duas manas” às estrelas.
O SciComPt 2026, sob o lema "Ciência: Património para o Futuro", reúne em Évora mais de 300 participantes, entre os dias 26 e 29 de maio de 2026.
