Nesta mesa redonda discutiram-se as dificuldades enfrentadas por cientistas e unidades de investigação das Ciências Sociais e Humanas (CSH) na comunicação das suas áreas disciplinares. Os oradores lamentaram o tempo acelerado do ritmo da comunicação atual, num contexto em que o diálogo entre ciência e sociedade é atravessado por discursos que negam a ciência em nome de uma suposta “liberdade de expressão”.
Neste debate, as conclusões ficaram registadas num poster online e interativo, onde se explicaram os desafios e caminhos discutidos, construída de forma colaborativo entre todos participante na sessão, num exemplo de comunicação científica mais aberta e participativa.

Durante a sessão, foi sublinhado que, ao contrário do que acontece nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (CTEM), a comunicação de ciência nas CSH se encontra ainda em fase de desenvolvimento. As diferenças entre CTEM e CSH, apontaram os participantes, justificam-se pela natureza das área científicas. Os oradores concordaram que é necessário haver mais diálogo entre investigadores e sociedade.

O encontro, moderado por Fernando Vannier Borges, do Instituto Jurídico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, contou com as intervenções de Aline Carrijo (Mosaico), Ana Delicado (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), Marta Graça (Instituto Jurídico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra) e Sara Cura (Interdisciplinary Center for Archaeology and the Evolution of Human Behaviour).