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Vox Pop: três dias para celebrar a arte de comunicar de ciência

Com um recorde de 363 inscrições, a 14.ª edição do encontro SciComPt tornou-se a mais participada de sempre. Comunicadores e cientistas de várias áreas e regiões do país celebraram, durante três dias, a arte de comunicar ciência. Sejam estreantes ou participantes habituais, o sentimento de convívio e o diálogo entre áreas distintas são evidentes. Por José Malta e Carla Margo Dias (texto e fotografia)

Convívio durante um dos coffee breaks do SciComPt2026
Convívio durante um dos coffee breaks do SciComPt2026

Os comunicadores de ciência, investigadores e cientistas dirigiram-se a Évora para a 14.ª edição do congresso da Rede SciComPt. Com 363 inscrições, o encontro superou as expectativas da organização, sendo o mais participado de sempre. O diálogo e o convívio atrairam pessoas de diferentes áreas e regiões do país, sempre com a comunicação de ciência como tema de convergência.

Para Ana Almeida, investigadora na FCT NOVA em Almada, este foi o seu primeiro congresso SciComPt. Inscreveu-se para "tentar perceber como pode comunicar ciência, não só com os pares, mas também com a sociedade em geral". Destaca ainda a "enorme animosidade do evento", bem como "o amplo diálogo entre pessoas de áreas tão diversas".

Filipe Barrocas Lima, professor na Escola Superior de Comunicação Social em Lisboa, vem ao evento pelo segundo ano consecutivo. Depois da experiência na Madeira, traz consigo "o objetivo de partilhar os últimos avanços do doutoramento com a comunidade". Desta edição, leva na memória "o enorme convívio entre as pessoas de diferentes áreas e regiões do país", o que acabou também por criar "um ambiente especial durante todo o evento".

Rute Pereira, comunicadora de ciência e editora na EJR-Quartz da ESA, veio da região do Oeste. Regressa aos encontros SciComPt, depois de se estrear nos Açores em 2022. Nesta edição do encontro, verificou "uma maior expressão do número de pessoas que falam sobre redes sociais" - um tema que é do seu interesse, pois é através destes meios que comunica o seu conteúdo.

Catarina Ramos nunca falhou um congresso do SciComPt. A “comunidade em si” é o que mais a atrai neste evento. E veio bem acompanhada: “Costumo vir praticamente sozinha e, este ano, trouxe seis membros da minha equipa”, o departamento de Comunicação, Eventos e Divulgação da Fundação Champalimaud. De todos os encontros, o mais marcante foi aquele o que ocorreu em Lagos, em 2015. “Estava grávida de gémeos, com uma barriga enorme, e andei de barco. Acabaram por nascer duas semanas depois, quando a data prevista era agosto”, recorda com um sorriso.

Também Dora Dias, comunicadora de ciência da Unidade Científica e de Programação do Ciência Viva, soma várias participações no congresso da Rede SciComPt. "A grande intensidade do evento é um fator diferenciador deste ano. Tem muitas oficinas, temas de debate e um programa social que combinou jantar, dança e observação das estrelas”, afirma, detacando “a enorme cultura em torno da cidade de Évora”. Do seu primeiro encontro, em Braga, Dora Dias recorda uma história caricata: “Fiquei sem voz e faltavam cinco minutos para a minha apresentação. Depois a apresentação também bloqueou. São coisas que por vezes acontecem. Não perdi o ânimo naquele momento.”