
Depois de quatro dias sob o calor alentejano, a SciComPt2026 chega ao fim e despede-se do Colégio do Espírito Santo, Universidade de Évora, com um número recorde de participantes. A edição de 2026 reuniu cerca de 300 pessoas para pensar, discutir e desafiar o papel da comunicação de ciência na construção de futuros mais sustentáveis, inclusivos e culturalmente enraizados.
O congresso recebeu mais de 250 propostas e integrou 78 comunicações, 78 comunicações breves, 27 demonstrações, 16 sessões temáticas completas e 4 oficinas. Pela primeira vez, a SciComPt contou ainda com uma redação a funcionar em tempo real: mais de 20 repórteres asseguraram a cobertura contínua do evento, com notícias, reportagens, fotografias, vídeos e um podcast, produzidos diariamente na Casa Cordovil.
Para Hernâni Oliveira, responsável pela organização local, esta edição correspondeu plenamente às expectativas traçadas desde o início. “Nós queríamos fazer algo que fosse muito próximo, muito local, que fosse tradicional”, explicou, sublinhando a forte ligação ao território alentejano. Toda a identidade visual e conceptual do congresso foi inspirada no céu estrelado do Alentejo, uma referência que se refletiu também nas atividades do programa, como a visita de observação astronómica promovida durante o evento.

O organizador destacou ainda a diversidade de participantes e o crescimento da comunidade ligada à comunicação de ciência. “Conseguimos ter mais de 360 pessoas inscritas. Foi o evento com o maior número de pessoas de sempre, o que é fantástico”, afirmou.
Apesar das elevadas temperaturas que marcaram os dias do congresso, Hernâni Oliveira considera que a adesão e o ambiente vivido superaram qualquer dificuldade. “As pessoas vieram, estiveram connosco, foram super simpáticas. Foi mesmo muito bom sentir que o SciCom está vivo, há cada vez mais pessoas a fazer comunicação de ciência e há novas pessoas a vir ao SciCom.”
Entre os testemunhos recolhidos, várias pessoas partilharam que esta foi a primeira experiência num congresso dedicado à comunicação de ciência, e manifestaram vontade de regressar em futuras edições. Para a organização, esse é um dos sinais mais positivos do impacto alcançado. “O nosso objetivo é fazer uma edição que possa servir de exemplo para outras edições e para o crescimento desta comunidade”, concluiu.